Laser de CO2 fracionado regenera a mucosa vaginal, melhora o desempenho sexual e trata a incontinência urinária

As irmãs Kardashian, as socialites que mais frequentam as colunas sociais dos Estados Unidos, submeteram-se recentemente a um procedimento de rejuvenescimento íntimo. O resultado foi tão impactante que a notícia se espalhou e levou uma legião de mulheres a procurar o tratamento a laser capaz de dar novo fôlego à vida sexual. A técnica, segura e realizada em consultório, usa o laser CO2 fracionado. Estudos provaram que esse laser, até pouco tempo atrás indicado para melhorar a textura e o tônus facial, é eficaz também na delicada região vaginal. O calor emitido pelo feixe de luz tem o poder de regenerar a mucosa e devolver a lubrificação à região. Mas as vantagens não se reduzem à melhora do desempenho sexual. O laser é também um grande aliado em casos de incontinência urinária.

O tratamento é feito em três etapas, com intervalos de um mês, e a melhora já pode ser notada após a primeira aplicação. “O laser estimula a produção de colágeno, entumesce e regenera a mucosa vaginal”, explica a ginecologista e obstetra Patrícia Gonçalves de Almeida. “A coloração esbranquiçada resultante do ressecamento é substituída por um tom rosado, natural em mulheres com boa circulação sanguínea e hormônios.”

O laser para rejuvenescimento íntimo pode ser indicado para pacientes a partir dos 40 anos, fase do climatério, quando normalmente há ressecamento e atrofia vaginal. Nessa condição, há queixa de dor na relação sexual, resultado do atrito pouco perceptível quando há lubrificação suficiente. Sangramento e inflamação podem propiciar a passagem de bactérias oportunistas, que viajam do intestino até a vagina por meio dos vasos linfáticos. “A mucosa vaginal é ligada à mucosa posterior da bexiga e durante o ato sexual a fricção promove atrito entre ambas. Dor e propensão a infecção urinária podem ocorrer em mulheres que usam anticoncepcional há alguns anos, casos em que o rejuvenescimento é bastante indicado”, explica a especialista da Sani Corpus.

Do desagradável escape de urina durante um espirro ou uma tossida forte, que nem todos sabem se tratar de incontinência urinária, até os casos mais graves também são alvo do procedimento. “Quando ocorre atrofia vaginal, a mucosa fica ressecada e estica o canal da uretra. Com isso, ela enche o compartimento da bexiga, que extravasa por não conseguir reter o líquido. O esfíncter torna-se hipotônico, flácido. Aqui também o laser funciona bem, pois provoca o entumescimento da camada entre bexiga e vagina.”

A durabilidade do tratamento, calculada entre três anos e cinco anos, depende da reação individual de cada organismo. O único preparo exigido são exames de colposcopia e Papanicolau para verificar se há lesões no colo do útero ou na vagina. “É um procedimento tranquilo, não há sangramento ou liberação de secreção. Durante a aplicação a paciente tem a sensação de algumas fisgadas, algo muito sutil.”